Noite
Feliz, noite feliz....
O Natal devia ser uma época de sonho, de alegria, de auto-doação, de caridade,
enfim, de felicidade. Devia ser uma época em que todas as pessoas pensassem
apenas em ser boas, em ajudarem os outros, em sorrirem, em falarem palavras
doces, em serem amáveis. A ocupação principal dos cristãos deveria ser
cantar hinos de louvor a Deus pelo nascimento de Jesus, lerem a história
desse maravilhoso acontecimento que mudou o curso da história a humanidade,
e agradecerem a Deus pelo Maior Presente de Natal que a humanidade já
recebeu - a própria pessoa de JESUS, o Deus Menino.
Houve tempos em que o Natal era assim, todos se preparavam, durante o
mês de dezembro, para comemorar o Natal da maneira mais pura possível.
Todos se esmeravam em ser bons, amáveis, cordatos... todos deixavam as
desavenças para outra época, e tudo eram mesuras, sorrisos, alegria, paz.
Foi então que os negociantes descobriram que o costume de dar presentes
durante a época do Natal podia propiciar-lhes maior fonte de renda. Os
mais gananciosos começaram a dedicar todos os seus esforços para transformar
o Natal em uma época de Vendas Especiais, de maiores lucros, de "records"
de comercialização. E começou a procura infindável de produtos que pudessem
chamar a atenção dos possíveis compradores, de técnicas de venda que apelassem
para os melhores sentimentos altruísticos da época do Natal, que, enfim,
levassem o maior número possível de pessoas a esvaziarem os seus bolsos
e bolsas, a fim de encher o bolso dos empresários.
E então começou a ser criado um mercado específico e característico da
época natalina, com artigos supérfluos, mas que todo mundo acha importantes
e necessários, cujo único objetivo é enriquecer quem os vende: bolas coloridas
para enfeitar a árvore de Natal, a própria árvore que agora não é mais
cortada do bosque, mas comprada nas lojas, desmontável, feita de plástico;
séries de lâmpadas multi-coloridas, com dispositivo pisca-pisca, para
enfeitar a mesma árvore; festões de papel ou de plástico para serem estendidos
dentro de casa; coroas do mesmo material para serem colocadas na porta
de entrada da casa; cartões de felicitações, coloridos lindamente e com
frases de efeito, cheias de carinho...
Além disso, o próprio público, quando começa o mês de dezembro, já começa
a preparar as listas de presentes e a relação do nome das pessoas para
quem "precisa" mandar presente, um cartão de Natal, um telegrama, ou para
quem precisa telefonar.
Assim, o Natal tornou-se uma ocasião em que se gasta mais do que se pode;
em que se sente a "obrigação" de dar um presente para alguém, porque essa
pessoa nos presenteou no ano passado... porque nos fez um favor... porque
é amigo íntimo.... porque... Assim, os presente não são "dados", mas existe
uma "troca" de presentes. Os presentes tornam-se uma espécie de pagamento
por benefícios recebidos durante o ano, de reconhecimento por favores
especiais, de demonstração de gratidão ou de carinho especial. Haja vista
que, dependendo da posição que a pessoas ocupa numa empresa, recebe incontável
número de presentes.
Onde está o espírito do Natal? Porque Deus amou o mundo de tal maneira
que deu... deu... deu... (João 3:16) sem esperar receber nada de volta.
Hoje em dia, na época de Natal, quando alguém dá um presente, é porque
já recebeu algo da pessoa presenteada, ou então espera receber dela alguma
coisa.
Uma demonstração bem clara de que não há o mínimo espírito cristão na
maneira atual de comemorar o Natal é um fato que deixou admirados alguns
cristãos ocidentais que visitaram o Japão recentemente. Apesar de ser
um país pagãos, em que apenas uma minoria é cristã, em dezembro as ruas
se enchem de gente fazendo compras, há uma árvore de Natal em cada casa,
e a figura do Papai Noel aparece em todas as lojas. E isto está acontecendo
em todo o mundo. Países em que o cristianismo é perseguido e até banido,
comemoram o Natal como uma festa de fraternidade humana, de congraçamento,
de alegria; contudo, o verdadeiro dono da festa, nosso Senhor Jesus Cristo,
está totalmente ausente dessas comemorações. Geralmente Ele não é nem
mencionado, nem lembrado. A fé em Jesus não rende lucros, não engorda
a conta bancária de ninguém; portanto, está sendo extirpada das comemorações
do Natal.
Outro aspecto negativo é o exagero de grande parte das pessoas em comer
e beber nessa época. Parece que os cristãos usam especialmente a época
do Natal para dar lugar à carne, comendo e bebendo a mais não poder. Pessoas
circunspectas, que jamais bebem uma gota de álcool durante o ano, no Natal
não resistem à tentação de participarem de uma ceia especial regada a
bebidas alcóolicas, com muita carne e outros alimentos indigestos.
Recentemente várias pessoas se manifestaram sobre o que sentem durante
o Natal: algumas se sentem solitárias, outras se sentem frustadas por
falta de dinheiro, outras sentem ressentimento contra alguém, muitas se
sentem cansadas pelas tarefas desse dia. Comerciários trabalham até altas
horas, para que seus patrões fiquem mais ricos, etc.
Em resumo, a comemoração do Natal se tem revestido de características
não cristãs, decididamente pagãs. Não há diferença entre a comemoração
do Natal em um país chamado cristão, como Brasil ou França, e em um país
chamado budista, como o Japão. Por que acontece isso? O Natal, da maneira
e na época em que é comemorado atualmente, não passa de uma festa pagã.
Isto nos leva à conclusão de que os verdadeiros cristãos precisam mudar
drasticamente a maneira de comemorar o nascimento do seu Salvador. Urge
uma mudança drástica nessa comemoração, para conformar-se novamente aos
padrões bíblicos, e ao que a Palavra de Deus nos ensina e recomenda acerca
desse dia.
O
PINHEIRO DE NATAL
Um dos símbolos mais marcantes do Natal é
a árvore de Natal, geralmente um pinheiro, iluminada com séries de lâmpadas
minúsculas e coloridas, munidas de um dispositivo que as faz se acenderem
e apagarem intermitentemente. Geralmente, uma estrela brilhante coroa
essa árvore, pois ela é outro símbolo do Natal, da maneira como ele é
comemorado hodiernamente.
Baruch Há Shem!
Bendito seja o Nome!
Fonte: A Bíblia em
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