Halloween O Festival dos Mortos
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O Samhain, mais conhecido como Halloween, originou-se nos antigos festivais de outono dos celtas. Eles viveram há centenas de anos onde, atualmente, é Grã-Bretanha e o norte da França. Os celtas eram guias espirituais influentes ligados à magia e feitiçaria. Acreditavam que o Ano Novo deveria ser comemorado no último dia de outubro. Para esse povo, o véu entre o mundo dos vivos e dos mortos, nessa noite, se tornava mais frágil, sendo o momento ideal para se comunicar com os que já morreram. Os celtas acreditavam que os espíritos dos mortos voltavam ao antigo lar para ter contato com os entes queridos e, se os vivos não providenciassem alimentos para eles, coisas terríveis poderiam acontecer. | ![]() |
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não houvesse uma receptividade nesse dia, os mortos atormentariam os vivos
e a noite seria de medo. Temendo a ação dos espíritos, os celtas acendiam
fogueiras para honrar os deuses e sacrificavam-lhes animais. Eles temiam
que os mortos dizimassem seus rebanhos e destruíssem suas casas. Para confundir
os espíritos, os celtas se vestiam de preto e usavam máscaras. Os sacrifícios
eram ofertados num altar adornado com maçã, símbolo da vida eterna. O vinho
era substituído por sidra ou suco de maçã. Tudo isso acontecia em ritmo
de muita música e dança. Muitos desconhecem a origem do Halloween e embarcam na onda das comemorações. É uma noite de alegria e festa, que está associada aos rituais pagãos da Antigüidade. O Samhain ou Halloween é um dos sabbats (feriados da roda do ano) comemorado no dia 31 de outubro no hemisfério norte e, no dia 30 de abril, no sul, marcando o início de um novo período na vida. É o festival dos mortos, onde os espíritos dos seres amados e dos amigos, já falecidos, devem ser honrados. O sentido do Halloween é sintonizar os vivos com os mortos e enviar-lhes mensagens de amor e harmonia. Nesse dia, também é celebrado o final do verão e o antigo Ano Novo celta. No Dia das Bruxas, os convens (grupos de 13 membros adeptos da bruxaria) realizam brincadeiras com dança e música. Tudo é comemorado com muito ponche, bolos, doces e a cor predominante é o preto. Assim como no passado, ainda hoje os bruxos mantêm a antiga tradição dos celtas e os nomes das pessoas, que já morreram, são queimados no caldeirão sem conotação de tristeza. No altar, também não faltam as tradicionais máscaras de abóboras com velas acesas dentro, para espantar os maus espíritos e os duendes que vagam pelas noites do Samhain, que significa “sem luz”, pois para os bruxos, nessa noite, Deus morreu e o mundo mergulhou na escuridão. Bruxaria vira estilo de vida A bruxaria virou hobby e até estilo de vida para algumas mulheres. O lema das feiticeiras é o seguinte: “desde que não prejudiques ninguém, faze como quiseres”. Partindo desse princípio, elas praticam magia, através de feitiços e rituais que variam de acordo com a tradição. Os ritos são praticados ao ritmo das forças vitais, marcadas pelas fases da lua e os feriados sazonais. Uma vez por mês, durante a lua cheia, os bruxos se reúnem para realização de feitiços e rituais extraordinários. As feiticeiras do novo milênio são diferentes daquelas que usavam roupas e chapéus pontiagudos e pretos. Elas estudam as propriedades medicinais das ervas, os ciclos da lua e as mudanças climáticas para aplicar tais conhecimentos “de forma terapêutica”. As poções mágicas são provenientes das simpatias, rezas e crendices populares. Boa parte do arsenal das bruxas são simpatias e orações para pedir aos “deuses da natureza”, muito evocados pelas rezadeiras. Elas também ficam atentas aos ciclos da natureza. Portanto, quem tem o hábito de cortar cabelos de acordo com as fases da lua é adepto de uma prática de bruxaria sem saber. Os feitiços são preparados em qualquer lugar. Mas bosques, jardins ou cozinha são os seus locais prediletos. Esses lugares têm dois pré-requisitos fundamentais para a bruxaria: o clima especial e os elementos que simbolizam a energia mágica que circula no universo – terra, fogo, água e ar. É com a ajuda desses elementos que as feiticeiras elaboram as fórmulas mágicas. Quem pensa que caldeirão, vassoura e varinha são coisas do passado, engana-se. Esses objetos foram substituídos e são usados com freqüência. Disse Jesus: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32). Há pessoas que desconhecem o Evangelho e não sabem que Deus é único e não há outros “deuses” diante d’Ele. Portanto, qualquer prática de consulta aos mortos ou adoração a “deuses”, oferecendo-lhes qualquer sacrifício é abominável ao Senhor. A prova disso está no livro 2 Crônicas no capítulo 33, versículo 6, que diz: “Queimou seus filhos como oferta no vale do filho de Hinom, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros e prosseguiu em fazer o que era mau perante o Senhor, para o provocar à ira”. Logo, de acordo com a Bíblia, pode-se concluir que a bruxaria não passa de mais uma artimanha do diabo para desviar pessoas do caminho, da verdade e da vida. Ainda segundo a Bíblia, o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus para servir só a Ele. O Livro Sagrado também ensina que a pessoa deve ter apenas Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Levítico 19.31). Ex-bruxa se converte Maria dos Anjos Oliveira Assis, 63 anos, aprofundou-se nos trabalhos de bruxaria porque tinha problemas de saúde. Procurava uma solução para a dor de cabeça e foi consultar um pai-de-santo. Ele disse que, devido à sua força espiritual, ela deveria fazer um curso para bruxa. As aulas foram ministradas no Estado da Bahia, onde aprendeu a fazer todo tipo de mal, inclusive, colocar nas pessoas doenças incuráveis e estranhas, que os médicos não conseguiam diagnosticar. Um dos feitiços que Maria dos Anjos aprendeu é conhecido entre bruxos e pais-de-santo como “troca de anjo da guarda”. O ritual consiste em salvar uma pessoa para que outra morra em seu lugar. Ou seja, alguém está muito doente, quase à morte e, para salvá-lo, o bruxo faz um ritual, dá oferendas, tipo banquete, para os espíritos. A vida do ofertante é poupada em troca das “comidas secas” (prato específico para cada espírito): bois, cabras, galinhas, pombos, entre outros animais, que são sacrificados sempre em dobro. Em vez de dar um prato ou apenas um casal de bichos, são oferecidos dois. Durante 25 anos, Maria dos Anjos viveu na bruxaria e confirma que os bruxos lidam com os fenômenos da natureza. Revelou, inclusive, que existe um demônio da natureza chamado Exu do Tempo. “Ele mexe com a natureza de tal forma que, mesmo fazendo um lindo sol, o tempo vira e chove de repente,” acrescentou Maria. Por isso, a ex-bruxa afirmou que a Lua e o Sol são muito importantes para determinados rituais. Segundo ela, cada fase da Lua tem uma função específica, assim como os bichos e as árvores. Maria disse que os bruxos mantêm em casa animais e plantas para realizar magias. Ela, por exemplo, criava lagartos, cobras, corujas e até um gato preto que, segundo disse, era amaldiçoado, não por Deus, mas pelos espíritos malignos que se apossavam dele. A conversão se deu graças à insistência de um filho que, na época, era obreiro. Quando a via muito deprimida, ele chegava para dar uma palavra. Maria dos Anjos respondia: “Que Jesus, que nada!” Certo dia, depois de ver sua mãe muito triste, ele a fez tomar uma decisão com essas palavras: “No final dos tempos haverá uma separação entre as cabras e as ovelhas. As cabras, no caso, é a senhora, minha mãe, que está no caminho errado. As ovelhas são pessoas que, como eu, têm Jesus no coração. Boa noite, eu vou dormir.” Maria dos Anjos disse que aquelas palavras martelaram sua mente. Ouviu vozes dizendo que ela estava no caminho certo e outras afirmando que ela estava no errado. Depois de uma grande discussão entre os filhos que não eram cristãos, Maria percebeu que o espírito da discórdia estava destruindo sua família e decidiu se converter. Maria dos Anjos disse que, no início os espíritos a atormentavam e faziam várias ameaças. A perturbação durou três meses. Maria orava e afirmava, a todo instante, que era de Jesus. – Com muita luta e perseverança, libertei-me e determinei minha salva-ção – finalizou. |