"Não se juntem com os descrentes para
trabalharem com eles. Como é que o certo e o errado podem ser companheiros?
Como podem viver juntas a luz e a escuridão? Como podem Cristo
e o diabo estar de acordo? O que é que um cristão e um descrente
têm em comum? Que relação pode haver entre o Templo
de Deus e os ídolos pagãos? Pois nós somos o templo
do Deus vivo." ( 2Co 6:14-16)
Nos dias atuais a permissividade infelizmente é
muito bem aceita pelas igrejas, as práticas comuns aos que andam
sob os conselho da carne, são adaptadas e cristianizadas. Já
é possível encontrar-se igrejas "evangélicas"
montando "arraiais juninos", "quadrilhas" e outras
manifestações comuns ao catolicismo. Cegos!
O tema está divido em três etapas:
1 - Festas Juninas
2 - Santos Juninos
3 - Danças Juninas
3 - DANÇAS JUNINAS
Veja a descrição de algumas danças
relacionadas às Festas Juninas:
Quadrilha
Também chamada de quadrilha caipira ou de quadrilha
matuta, é muito comum nas festas juninas. Consta de diversas evoluções
em pares e é aberta pelo noivo e pela noiva, pois a quadrilha representa
o grande baile do casamento que hipoteticamente se realizou.
Esse tipo de dança (quadrille) surgiu em Paris no século
XVIII, tendo como origem a contredanse française, que por sua vez
é uma adaptação da country danse inglesa, segundo
os estudos de Maria Amália Giffoni.
A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Regência
e fez bastante sucesso nos salões brasileiros do século
XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede da Corte. Depois desceu as
escadarias do palácio e caiu no gosto do povo, que modificou suas
evoluções básicas e introduziu outras, alterando
inclusive a música.
A sanfona, o triângulo e a zabumba são os instrumentos musicais
que em geral acompanham a quadrilha. Também são comuns a
viola e o violão.
O marcador, ou "marcante", da quadrilha desempenha papel fundamental,
pois é ele que dá a voz de comando em francês não
muito correto misturado com o português e dirige as evoluções
da dança. Hoje, dança-se a quadrilha apenas nas festas juninas
e em comemorações festivas no meio rural. A quadrilha é
mais comum no Brasil sertanejo e caipira, mas também é dançada
em outras regiões de maneira muito própria, caso de Belém
do Pará, onde há mistura com outras danças regionais.
Ali, há o comando do marcador e durante a evolução
da quadrilha dança-se o carimbó, o xote, o siriá
e o lundum, sempre com os trajes típicos.
Trajes usados na dança
No fim do século XIX as damas que dançavam
a quadrilha usavam vestidos até os pés, sem muita roda,
no estilo blusão, com gola alta, cintura marcada, mangas "presunto"
(como são?) e botinas de salto abotoadas do lado. Os cavalheiros
vestiam paletó até o joelho, com três botões,
colete, calças estreitas, camisa de colarinho duro, gravata de
laço e botinas.
Hoje em dia, na tradição rural brasileira, o vestuário
típico das festas juninas não difere do de outras festas:
homens e mulheres usam suas melhores roupas. Nos centros urbanos, há
uma interpretação do vestuário caipira ou sertanejo
baseada no hábito de confeccionar roupas femininas com tecido de
chita florido e as masculinas com tecidos de algodão listrados
e escuros. Assim, as roupas usadas para dançar a quadrilha variam
conforme as características culturais de cada região do
país.
Os trajes mais comuns são: para os cavalheiros, camisa de estampa
xadrez, com imitação de remendos na calça e na camisa,
chapéu de palha, talvez um lenço no pescoço e botas
de cano; as damas geralmente usam vestidos com estampas florais, de cores
fortes, com babados e rendas, mangas bufantes e laçarotes no cabelo
ou chapéu de palha.
Fandango
Dançado em várias regiões do país
em festividades católicas como o Natal e as festas juninas, o fandango
tem sentidos diferentes de acordo com a localidade. No Sul (Paraná,
Santa Catarina, Rio Grande do Sul e até em São Paulo) o
fandango é um baile com várias danças regionais:
anu, candeeiro, caranguejo, chimarrita, chula, marrafa, pericó,
quero-quero, cana-verde, marinheiro, polca etc. A coreografia não
é improvisada e segue a tradição.
Bumba-meu-boi
Dança dramática presente em várias
festividades, como o Natal e as festas juninas, o bumba-meu-boi tem características
diferentes e recebe inclusive denominações distintas de
acordo com a localidade em que é apresentado: no Piauí e
no Maranhão, chama-se bumba-meu-boi; na Amazônia, boi-bumbá;
em Santa Catarina, boi-de-mamão; no Recife, é o boi-calemba
e no Estado do Rio de Janeiro, folguedo-do-boi.
O enredo da dança é o seguinte: uma mulher chamada Mãe
Catirina, que está grávida, sente vontade de comer língua
de boi. O marido, Pai Francisco, resolve atender ao desejo da mulher e
mata o primeiro boi que encontra. Logo depois, o dono do boi, que era
o patrão de Pai Francisco, aparece e fica muito zangado ao ver
o animal morto. Para consertar a situação, surge um curandeiro,
que consegue ressuscitar o boi. Nesse momento, todos se alegram e começam
a brincar.
Os participantes do bumba-meu-boi dançam e tocam instrumentos enquanto
as pessoas que assistem se divertem quando o boi ameaça correr
atrás de alguém. O boi do espetáculo é feito
de papelão ou madeira e recoberto por um pano colorido. Dentro
da carcaça, alguém faz os movimentos do boi.
Lundu (lundum/londu/landu)
De origem africana, o lundu foi trazido para o Brasil
pelos escravos vindos principalmente de Angola. Nessa dança, homens
e mulheres, apesar de formar pares, dançam soltos.
A mulher dança no lugar e tenta seduzir com seus encantos o parceiro.
A princípio ela demonstra certa indiferença, mas, no desenrolar
da dança, passa a mostrar interesse pelo rapaz, que a seduz e a
envolve. Nesse momento, os movimentos são mais rápidos e
revelam a paixão que passa a existir entre os dançarinos.
Logo o cavalheiro passa a provocar outra dama e o lundu recomeça
com a mesma vivacidade.
O lundu é executado com o estalar dos dedos dos dançarinos,
castanholas e sapateado, além do canto acompanhado por guitarras
e violões. Em geral a música é executada como compasso
binário, com certo predomínio de sons rebatidos.
Essa dança é típica das festas juninas nos estados
do Norte (como parte da quadrilha tradicional e independente desta), Nordeste
e Sudeste do Brasil
Cateretê
Dança rural do Sul do país, o cateretê
foi introduzido pelos jesuítas nas comemorações em
homenagem a Santa Cruz, São Gonçalo, Espírito Santo,
São João e Nossa Senhora da Conceição. É
uma dança bastante difundida nos estados de São Paulo, Rio
de Janeiro e Minas Gerais e também está presente nas festas
católicas do Pará, Mato-Grosso e Amazonas.
Nas zonas litorâneas, geralmente é dançado com tamancos
de madeira dura. No interior desses estados, os dançarinos dançam
descalços ou usam esporas nos sapatos. Em algumas cidades o cateretê
é conhecido como catira.
Em geral, o cateretê é dançado apenas por homens,
porém em alguns estados, como Minas Gerais, as mulheres também
participam da dança. Os dançarinos formam duas fileiras,
com acompanhamento de viola, cantos, sapateado e palmas. Os saltos e a
formação em círculo aparecem rapidamente. Os dançarinos
não cantam, apenas batem os pés e as mãos e acompanham
a evolução. As melodias são cantadas por dois violeiros,
o mestre, que canta a primeira voz, e o contramestre, que faz a segunda.
Fonte de Pesquisa: www.festajuninas.com.br