Adivinhação
É o sacerdócio do mago. Termo genérico que designa
o conhecimento paranormal, religioso ou esotérico. A adivinhação
pode ser exercida pelas artes divinatórias, pelas artes conjecturais,
pela clarividência e pela visão. Existem dois tipos de adivinhação.
Uma que se deve à arte e a outra que se deve à natureza.
Significa realizar uma coisa divina (sic).
Amuleto
Os amuletos são utilizados para a defesa. Protegem contra as doenças,
o mau-olhado, a má sorte, etc. Considera-se que o amuleto possua
ou encerre uma forca mágica que realiza o que simboliza, numa relação
especial entre aquele que o carrega e as forças que o amuleto representa.
Fixa, concentra e age em todo os planos cósmicos, firmando o homem
no centro destas forças, fazendo crescer a sua vitalidade, garantindo-lhe
uma condição melhor após a morte.
Aranha
Nas crenças populares é um animal espiritual. Acreditava-se
que durante o sono, a alma daquele que sonha pudesse sair e entrar pela
boca em forma de aranha. No simbolismo está relacionado ao mito
grego de Aracne, que teceu um tapete e foi transformada em aranha por
Atena, por ter ousado desafiá-la - a aranha é o símbolo
nesta lenda; é a derrota de um mortal que pretendeu rivalizar com
Deus. É a ambição demiúrgica punida –
demiurgo é a criatura intermediária entre a natureza divina
e a humana. A aranha torna-se, às vezes, símbolo da alma
ou um animal psicopompo – condutor das almas dos mortos.
Aritmancia
Adivinhação através dos números – aritmomancia.
Mancia – sufixo transformado em substantivo. Arte e ciência
da adivinhação indutiva – mântica – aplicada
a um determinado objeto ou que segue um determinado método. As
mancias dividem-se em artes divinatórias – que dizem respeito
à pessoa e artes conjecturais – que dizem respeito ao homem
em geral, a sociedade ou qualquer outra coisa. Classificam-se de acordo
com os suportes utilizados: sonho – oniromancia; cartas –
cartomancia; astros – astrologia; mortos necromancia; números
– aritmancia. A aritmancia recorre a métodos tais como a
simbologia dos números, a adição teosófica,
o paralelismo etc.
Basilisco
Em grego significa “pequeno rei”, é um ser fabuloso
de cunho simbólico do mundo das serpentes. É o rei das serpentes,
como o diabo é o rei dos demônios. Nos bestiários
medievais o basilisco aparece como serpente coroada, que é homenageada
pelos seus súditos. O basilisco era um animal que matava com um
simples olhar, ou só com o bafo, quem dele se aproximasse sem o
ter enxergado ou tendo sido visto primeiro por ele. Teria nascido de um
ovo de galo velho, de 7 ou 14 anos, posto dentro do esterco e chocado
por um sapo ou por uma rã. É representado por um galo com
cauda de dragão ou por uma serpente com asas de galo. Seria o poder
real, que fulmina tantos quantos lhe faltam com o respeito. A lenda dizia
que era difícil capturar o basilisco. O único modo era colocar
um espelho na frente dele, e assim aquele terrível olhar, dotado
de potência mortal, refletido no espelho e voltado contra o próprio
basilisco matava-o, ou então o hálito envenenado que exalava
reincidia sobre ele, causando-lhe a morte que desejava provocar.
Bruxo
Quem faz bruxarias – as bruxas modernas tendem a se referir à
sua religião como wicca, a forma feminina de wicce – do inglês
antigo, que significa witch – bruxa. Tantos os seguidores do sexo
masculino quanto do feminino são conhecidos como bruxas e bruxas,
embora o culto seja decididamente matriarcal, onde a suprema sacerdotisa
de cada convenção é vista como a personificação
– em alguns ritos, até mesmo encarnação da
grande mãe deusa, que é a divindade principal do movimento.
Como consorte da deusa, personificado pelo supremo sacerdote da convenção,
está o deus-de-chifres, quase sempre identificado com o diabo,
por aqueles que não pertencem ao culto. Uma das cerimônias
da bruxaria moderna é conhecida como “atração
da lua”. É realizada pelo supremo sacerdote, mas sua meta
é criar uma encarnação temporária da deusa
na suprema sacerdotisa, algo que tem semelhanças com os ritos de
possessão mediúnica de muitas religiões xamânicas.
Câmara secreta
Em todo ritual de iniciação apresenta-se uma prova, que
é a passagem por uma câmara secreta; que pode ser um cubículo,
um quarto fechado, etc, é sempre um lugar afastado de curiosos.
Neste local o iniciado é aspergido com água lustral –
para purificação – ou com o sangue de uma vítima
sacrificada. O iniciado fica acordado ou dormindo para receber as revelações
da divindade. A câmara secreta simboliza o local da morte do velho
homem e do nascimento do novo homem. Muitas vezes o iniciado pernoita
na câmara secreta, pois se acredita que receba durante o sono ou
acordado as revelações da divindade. Toda iniciação
por mais natural que seja, comporta algo de secreto e de retirado, e a
nova vida por ela inaugurada funda-se numa espécie de morte.
Chamas
Em todas as tradições, a chama – flama – é
um símbolo de purificação, de iluminação
e de amor espirituais. É a imagem do espírito e da transcendência,
a alma do fogo. No sentido pejorativo e noturno, chama pervertida, ela
é o pomo da discórdia, o sopro ardente da revolta, o tição
devorador da inveja, a brasa calcinante da luxúria, o clarão
mortífero da granada.
Conjuração
Ordem mágica constituída por nomes divinos inseridos numa
fórmula ou num rito destinado a invocar uma entidade benéfica
ou a afugentar uma entidade maléfica.
Dobby
Elfo marrom é um espírito caseiro das regiões do
norte da Inglaterra. Apesar de estarem normalmente ligados as atividades
caseiras, os Dobbyes eram considerados preguiçosos, ingênuos
e idiotas. Tinham de ter um lugar na casa, mas seus quartos eram nos celeiros
ou estábulos onde eles poderiam vigiar os animais.
Duende/Elfo/Gnomo
Símbolos das forças ocultas vivem no centro da terra e dispõem
das forças mágicas. Tem ligações com o mundo
dos mortos, e na simbologia a essência deles é considerada
maligna e totalmente incontrolável. São anões e freqüentemente
se atribui a eles virtudes mágicas e demoníacas.
Feitiço – convocatório,
homorfo, Fidelius, levitação, patrono, poderoso e maligno
Canto mágico. Fórmula ritual, religiosa ou mágica.
Originalmente o feitiço era uma forma de rito mágico oral
que consistia em descrever a gênese e em enumerar as qualidades
e os nomes de um objeto para o dominar. Encantação.
Fênix
A fênix é um pássaro mítico, de esplendor impar,
dotado de longevidade, e que tem o poder de depois de consumir em uma
fogueira, de renascer de suas cinzas. Quando se aproxima a hora de sua
morte, ela constrói um ninho de vergônteas perfumadas onde,
no seu próprio calor se queima. Os aspectos do simbolismo aparecem
com clareza: ressurreição e imortalidade, reaparecimento
cíclico. É o símbolo da regeneração
no Egito. É a cavalgadura dos imortais. É também
um símbolo da ressurreição, que aguarda o defunto
depois do julgamento das almas, e se ele cumpriu devidamente os ritos
e se a sua confissão negativa foi julgada como verídica,
o próprio morto se transforma em fênix. A fênix constantemente
leva consigo uma estrela, para indicar sua natureza as vida do outro mundo.
A fênix é a representação figurada ou literal
da Pedra Filosofal.
Linguagem da serpente
Não existe o termo “ofidioglota” com que Rowling denomina
Harry Potter, Salazar Slytherin e Lord Voldemort. Possivelmente a autora
criou aqui um neologismo, numa das suas muitas brincadeiras, que usa para
dar um viso de desdém, quando na realidade quer é tirar
a atenção para a realidade – as trevas presentes na
sua literatura. Transcrevo a seguir LÍNGUA DOS PÁSSAROS,
LÍNGUA DOS ANIMAIS – e ao que parece serpente é um
animal. “Língua dos pássaros” e não “linguagem
dos pássaros”, matéria de estudo ecológica,
ornitológica e etológico – estudo dos hábitos
dos animais. Os esoteristas de todas as tradições assinalam
que os iniciados falam a língua dos pássaros ou de outros
animais. O conhecimento dos mistérios da natureza e o poder de
predição, conhecimento e poder ocultos expressos diretamente
por meio de gritos, cantos, vozes de animais, comportamentos ritualizados
de animais – corte, agressão, domínio, defesa territorial,
proteção dos mais novos – ou expressos por intermédio
de uma determinada gnose, linguagem secreta ou prática.
Lobisomem – Licantropia
Um lobisomem é um animal do folclore que se acreditava consumir
carne humana ou sangue e que podia passar de lobo a humano e de humano
a lobo - werewolf: Wer é uma palavra antiga inglesa para Homem.
Não havendo casos documentados de humanos transformando-se em lobo
e vice-versa, há documentos sobre humanos acreditando terem sido
lobisomens. A esta ilusão chama-se licantropia, crença de
que alguém se transformava num animal, especialmente lobisomens.
Na Europa durante a Idade Média, a licantropia era atribuída
à bruxaria ou magia.
Mago (das trevas)
Para os greco-romanos, o mago é um individuo que produz feitiços,
sortilégios e tem capacidade de adivinhação e de
evocação. Para os oculistas, mago é um mágico,
ocultista, adivinho, feiticeiro, astrólogo e adepto da magia cerimonial.
Para os esotéricos, o mago é um mágico branco com
conhecimentos esotéricos.
Mandrágora
Planta de grande valor simbólico, sua raiz ramificada recorda uma
figura humana, e até a Idade Moderna foi bastante considerada como
um gnomo portador de sorte. Planta com diversas substâncias tóxicas
– hiosciamina, atropina, escopolamina, entre outras – que
podem provocar alucinações. Por este motivo ela desempenhava
um papel importante nos bálsamos das feiticeiras, e tornou-se o
símbolo das ciências ocultas de todo o tipo. Segundo a lenda,
ela crescia sob os patíbulos a partir do esperma dos enforcados,
e podia ser arrancada do solo apenas se fossem tomadas determinadas precauções.
Dizia-se que nesse momento emitia um grito lancinante que provocava a
morte.
Petrificação
A petrificação simboliza o castigo infligido ao olhar indevido.
Ela resultaria ou de uma ligação que permanece depois da
falta cometida - o olhar que se fixa - ou de um sentimento de culpa excessivo
- o olhar que paralisa; ou ainda do orgulho e da cobiça - o olhar
possessivo. A petrificação simboliza o castigo do descomedimento
humano.
Runa
Signos alfabéticos com valor simbólico e mágico e
são associadas às divindades do mundo germânico.
Salamandra
É o regente do elemento fogo.
Salgueiro
É considerado no Oriente como um símbolo da imortalidade,
e é um meio simbólico de comunicação com o
céu.
Varinha mágica
A vara é o símbolo do poder e da clarividência mágica,
subtraído as forças celestes ou recebidos do demônio.
A vara do mágico, da feiticeira, da fada – de condão.
Sem uma vara encantatória, o adivinho não pode traçar
o círculo no chão dentro da qual se encerra, a fim de evocar
os espíritos. A vara mágica é a insígnia do
poder dos homens sobre as coisas, quando detêm esse poder de origem
sobre-humana.
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