A moda
do piercing pegou prá valer. Pelo menos isso é o que mostra um estudo
realizado nos Estados Unidos: 51% dos estudantes entrevistados em Nova
York tinham algum tipo do "enfeite". O problema é que esse mesmo estudo
mostrou que 20% das pessoas que usam piercing sofrem mais tarde de complicações
médicas. Os cientistas da Universidade Pace analisaram 454 estudantes
universitários da cidade entre fevereiro e maio de 2001.
A pesquisa
indica que a parte preferida pelas mulheres para receber o piercing
é o umbigo (29%), seguido da orelha (27%). Já os garotos preferem furar
a orelha - 27% dos pesquisados tinham um piercing aí.
Os
perigos
De acordo com o estudo, o uso de piercings pode levar a uma série
de problemas, como sangramentos, infecções e a formação de uma cicatriz.
Se ele for feito com material que não foi esterelizado, os efeitos podem
ser ainda piores e há o risco da pessoa contrair doenças graves como
hepatite C, Aids e septicemia.
Mais
popular que a tatuagem
Os autores do estudo disseram também que pela primeira vez se constatou
a existência de um número maior de jovens com piercings do que com tatuagens.
Entre os estudantes, 23% tinham tatuagens contra os 51% que usavam piercing,
mas enquanto um em cada cinco dos jovens com piercings havia tido complicações,
nenhum dos tatuados sofreu problemas depois.
E
daí?
Os cientistas vêem o resultado da pesquisa como bem significativo.
"O piercing mostrou ser popular entre estudantes universitários analisados,
e há uma parcela importante deles que tem complicações médicas depois",
disse o doutor Lestes Mayers, da Universidade Pace.
"Se o resultado do estudo representar a realidade em geral para a
faixa etária, as complicações podem representar um grande custo",
completou.
Apesar
da pesquisa ter sido feita entre os norte-americanos, é melhor a moçada
tupiniquim também ficar atenta. Afinal, todo mundo sabe que a moda de
lá pega aqui, e se o piercing veio, sua complicações, com certeza, não
ficaram presas na alfândega...
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