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A criação do Estado de Israel ocorre em 1948, na
Palestina, com o retorno dos judeus ao território de onde
tinham sido expulsos 2 mil anos antes. Como idioma, retoma-se o
hebraico, até então apenas utilizado em cerimônias
religiosas.
A sua fundação gera uma das mais importantes disputas
territoriais do mundo, que hoje é motivo de complexas negociações
de paz, com os palestinos, habitantes da região, e com os
Estados árabes vizinhos. Apesar do território em grande
parte árido, Israel desenvolve uma agricultura moderna, com
o apoio de avançada tecnologia, capaz de exportar frutas
e verduras. Conta também com uma indústria de ponta.
Mas, mesmo dispondo da economia mais desenvolvida do Oriente Médio,
Israel depende muito da ajuda financeira e bélica do seu
principal aliado, os Estados Unidos.
Fatos Históricos – O primeiro Estado
judeu surge na Palestina com o reinado de Davi, por volta de 1.000
a.C. Alcança o seu apogeu sob as ordens de Salomão,
o Justo, que governa de 966 a.C. a 926 a.C. Com a morte deste soberano,
um período de crise coloca em cheque a sobrevivência
da própria nação judáica, possibilitando
a sua conquista por vários povos (babilônios, assírios,
persas, gregos e romanos). A última revolta judia contra
o domínio de Roma dá-se em 135 da era cristã.
Jerusalém é destruída pelo general romano Tito,
em 70 d.C. Expulsos do seu território, os judeus dispersam-se
pelo mundo (a Diáspora).
Em 636, os árabes ocupam a Palestina e convertem a maioria
dos seus habitantes ao Islã . Após sucessivas invasões,
que incluem as dos cruzados, a Palestina é dominada pelos
turcos e incorporada ao Império Turco-Otomano por um longo
período, de 1517 a 1917.
Sionismo – O atual Estado de Israel tem
sua origem no sionismo (de Sion, colina da antiga Jerusalém),
movimento surgido na Europa, no século XIX, que prega a criação
de um país livre e sem perseguições aos judeus.
Seu ideólogo, Theodor Herzl, organiza o primeiro congresso
sionista na Basiléia, Suíça , que aprova a
formação de um Estado judeu na Palestina, berço
do judaísmo. Colonos judeus da Europa Oriental, onde o anti-semitismo
é mais intenso, começam a se instalar na região,
de população árabe majoritária. E, em
1909, criam o primeiro kibutz (exploração agrícola,
de caráter comunitário).
A Palestina é ocupada pelo Reino Unido durante a 1ª
Guerra Mundial (1914-1918), com a retirada dos turcos. Em 1917,
o chanceler britânico, Arthur Balfour, declara o apoio do
seu país ao estabelecimento de um lar nacional dos judeus
na Palestina, sob a condição de serem respeitados
os direitos das comunidades não-judias ali existentes. Três
anos mais tarde, o Reino Unido recebe um mandato da Liga das Nações
para administrar a Palestina. Mas, sob a égide britânica,
agravam-se os conflitos entre as comunidades árabes e as
colônias judias. A razão é simples: boa parte
das terras férteis da região encontra-se controlada
pelos judeus, à custa de fundos internacionais.
A perseguição aos judeus pelo regime nazista de Adolf
Hitler a crise do Canal de Suez na Alemanha, a partir de 1933, intensifica
a imigração para a Palestina. A administração
britânica tenta conciliar os oponentes, limitando a entrada
de judeus. Mas a leva de imigrantes continua, clandestina. No período
de 1936 a 1939, uma guerra civil explode entre árabes e judeus,
e coloca sob ameaça os interessse britânicos na região.
Durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), prosseguem as hostilidades
na Palestina. Grupos armados sionistas transformam ingleses em alvos
de ataques terroristas, uma vingança contra a política
do Reino Unido, contrária à imigração
dos judeus que tentam escapar ao genocídio nazista. Com o
final da guerra, a notícia do extermínio de cerca
de 6 milhões de judeus nos campos de concentração
nazistas, o Holocausto, aumenta o apoio internacional à criação
de um Estado judaico.
Partilha da Palestina – Encerrado o conflito
mundial, os ingleses retiram-se e delegam à Organização
das Nações Unidas (ONU ) a tarefa de solucionar os
problemas da região. Sem uma consulta prévia dos árabes
palestinos, em 1947 a ONU vota a favor da divisão da Palestina
em dois Estados: um para os judeus e outro para os árabes
palestinos. Estes rejeitam o plano de partilha, que favorece territorialmente
os judeus.
Em 14 de maio de 1948, é proclamado o Estado de Israel,
que conta com David Ben-Gurion como primeiro-ministro. Países
árabes (Egito , Iraque , Síria e Jordânia )
enviam tropas para impedir a sua criação. A guerra
termina em janeiro de 1949, com a vitória de Israel, que
passa a controlar 75% do território da Palestina, um terço
a mais do que a área destinada ao Estado judaico no plano
da ONU. O restante da área palestina, denominado Cisjordânia,
é incorporado à Jordânia. Intimidados, cerca
de 800 mil árabes fogem de Israel.

Em janeiro de 1949, eleições parlamentares em Israel
conduzem a um governo de coalizão. Chaim Weizmann é
eleito presidente e David Ben-Gurion, do Partido Trabalhista, permanece
como primeiro-ministro. São aprovadas leis para assegurar
o controle religioso e educacional, além do Direito de Retorno
a Israel para todos os judeus. Com a chegada maciça de judeus
do Leste Europeu, do Oriente Médio e do norte da África,
cresce a população do país. A economia floresce
com o apoio estrangeiro e remessas particulares de dinheiro.
Em 1956, Israel aproveita a crise do Canal de Suez e alia-se à
França e ao Reino Unido para atacar o Egito na Península
do Sinai e na Faixa de Gaza. Por intervenção da ONU,
e sob pressão dos EUA e da URSS, Israel retira-se da região.
Ben-Gurion deixa o governo em 1963; é sucedido por Levi Eshkol,
também do Partido Trabalhista. Em 1964, uma reunião
de chefes de Estado árabes, no Cairo, cria a Organização
para a Libertação da Palestina (OLP).
Guerras – Tendo como pretexto a atividade
guerrilheira da OLP, Israel lança um ataque preventivo contra
o Egito, a Síria e a Jordânia, em 5 de junho de 1967.
O episódio, conhecido como a Guerra dos Seis Dias, termina
em 10 de junho, com a vitória de Israel e a sua conquista
do Sinai, da Faixa de Gaza, da Cisjordânia, das Colinas de
Golã , na Síria, e da zona oriental de Jerusalém,
que é imediatamente anexada ao Estado israelense. O primeiro-ministro
Eshkol morre em 1969 e é substituído por Golda Meir,
do Partido Trabalhista.
O terrorismo palestino contra Israel intensifica-se a partir da
eleição para a presidência da OLP, em 1969,
de Yasser Arafat , chefe da organização guerrilheira
Al Fatah. Em represália, a aviação israelense
faz constantes bombardeios na Síria e no Líbano ,
onde a OLP mantém bases militares.
Uma nova guerra eclode em 6 de outubro de 1973, exatamente o feriado
judaico do Yom Kipur (Dia do Perdão, festa móvel).
Num ataque-surpresa, o Egito e a Síria avançam no
Sinai e em Golã, mas são repelidos dias depois. Os
EUA e a URSS obrigam Israel a interromper a contra-ofensiva e a
assinar um cessar-fogo. Árabes descobrem no petróleo
uma arma de guerra: através da Organização
dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), boicotam
o fornecimento aos países que apóiam Israel e provocam
pânico mundial com o aumento de preços dos seus derivados.
Golda Meir deixa o governo em 1974 e é substituída
pelo trabalhista Yitzhak Rabin. Em outubro, países árabes,
reunidos em Rabat, no Marrocos, reconhecem a OLP como único
representante do povo palestino.
Em maio de 1977, a coligação conservadora Likud ganha
as eleições, depois de três décadas de
hegemonia trabalhista. O novo primeiro-ministro, Menachem Begin,
estimula a instalação de colonos israelenses nos territórios
árabes ocupados durante a Guerra dos Seis Dias. Em novembro,
o presidente egípcio Anuar Sadat faz uma visita a Jerusalém,
o que é compreendido como um tácito reconhecimento
do Estado de Israel. A iniciativa abre caminho para os acordos de
Camp David, nos EUA (1978), assinados por Begin e Sadat , com a
mediação do presidente americano Jimmy Carter. Além
de estabelecer a paz entre Israel e Egito, firma o compromisso israelense
de negociar a autonomia dos territórios palestinos. Israel
inicia a retirada do Sinai, que é devolvido ao Egito em 1982.
A retaliação do mundo árabe faz-se sentir,
com o repúdio dos acordos de Camp David e a expulsão
do Egito da Liga Árabe.
Invasão ao Líbano – Os sucessivos
ataques de guerrilheiros palestinos a partir da fronteira norte
induzem o Exército israelense a invadir o Líbano ,
em junho de 1982. Os israelenses cercam Beirute, onde acusam estar
instalado o quartel-general da OLP. Cortam água e eletricidade,
uma ação destrutiva que atinge especialmente os civis.
Um acordo obtido por americanos, europeus e árabes sauditas
permite, porém, que a OLP deixe Beirute.
Em 16 de setembro de 1982, milicianos cristãos libaneses,
aliados de Israel, massacram milhares de palestinos nos campos de
refugiados de Sabra e Chatila, em Beirute, operação
vingativa dos cristãos contra o atentado que matara, dois
dias antes, Bechir Gemayel, o recém-eleito presidente libanês.
Uma investigação oficial do governo de Israel aponta
os seus chefes militares no Líbano como culpados por negligência.
Em 1983, tropas israelenses retiram-se do sul do Líbano,
palco de ataques freqüentes dos xiitas libaneses. Mas a retirada
israelense só se completa em 1985, mantendo ainda controle
de uma estreita faixa de território próxima à
fronteira.
Begin, que renuncia em 1983, é substituído por Yitzhak
Shamir, do Likud. Novas eleições, em 1984, terminam
empatadas entre o Likud e os trabalhistas; o impasse é resolvido
por um acordo que estabelece o revezamento no cargo de primeiro-ministro
entre os líderes dos dois partidos. O trabalhista Shimon
Peres governa até 1986, e o conservador Shamir, nos dois
anos seguintes. Arafat, em aliança com o rei da Jordânia,
Hussein, propõe a paz a Israel, em 1985, em troca da retirada
israelense das regiões ocupadas. Os judeus recusam a oferta,
prosseguindo com a política de colonização
e ocupação militar.
Intifada – Em 9 de dezembro de 1987, eclode
a rebelião palestina nos territórios ocupados, conhecida
como Intifada. A revolta popular alastra-se até o setor árabe
de Jerusalém. Israel reprime com brutalidade, sofrendo severa
condenação do Conselho de Segurança da ONU.
A opinão pública começa a se tornar favorável
à OLP. Entretanto, as eleições israelenses
de 1988 resultam num novo governo de coalizão, em que Shamir
é o primeiro-ministro.
Na falta de negociações sobre o futuro dos territórios
palestinos ocupados, a Jordânia renuncia à reivindicação
de soberania sobre a Cisjordânia, reforçando a posição
palestina. Israel começa a receber a imigração
maciça de judeus da União Soviética em desagregação.
Divergências quanto à colonização dos
territórios ocupados provocam o rompimento da coligação
Likud-trabalhistas em Israel. Shamir forma um novo governo conservador,
em aliança com pequenos partidos religiosos, no início
de 1990. Os EUA pressionam Israel para suspender a instalação
de colônias judaicas na Cisjordânia e negociar com os
palestinos. Shamir rejeita o arranjo americano. Em outubro, a polícia
israelense massacra 17 manifestantes palestinos na Esplanada das
Mesquitas, em Jerusalém.
Em janeiro de 1991, durante a Guerra do Golfo (1990/91), Israel
é bombardeado com mísseis Scud, lançados pelo
Iraque. O objetivo do dirigente iraquiano Saddam Hussein era o de
forçar a entrada de Israel no conflito, o que colocaria em
risco a aliança entre os EUA e os regimes árabes conservadores,
hostis a Israel. O governo norte-americano pede ao governo israelense
para não revidar o ataque iraquiano. Israel consente e recebe
dos EUA modernos foguetes antimísseis Patriot, usados com
êxito parcial na destruição dos Scuds iraquianos.
Acordo de paz – As pressões dos EUA
por um acordo de paz entre Israel e seus vizinhos árabes
intensificam-se após a Guerra do Golfo. Em outubro de 1991,
realiza-se uma conferência "simbólica" árabe-israelense
em Madri, na Espanha. Representantes palestinos participam como
membros da delegação jordaniana, diante da recusa
israelense em negociar com a OLP. Divergências sobre a autonomia
palestina nos territórios ocupados provocam, contudo, o fracasso
da reunião. Shamir rejeita o pedido americano de congelar
a instalação de colônias na Cisjordânia
e em Gaza. Os EUA retaliam, bloqueando um empréstimo de US$
10 bilhões, destinado à construção de
moradias para os imigrantes da antiga URSS em Israel.
O impasse começa a ser rompido com a vitória, nas
eleições de junho de 1992, dos trabalhistas liderados
por Rabin, que defende negociações com os palestinos
com base no princípio de "terra em troca de paz".
O novo primeiro-ministro anuncia o congelamento parcial da construção
de casas judias nos territórios ocupados. Os EUA desbloqueiam
o empréstimo.
Em setembro de 1993, após meses de negociações
secretas na Noruega, o governo israelense e a OLP assinam um acordo
de paz, em Washington. O acordo prevê a instalação,
por cinco anos, de um regime de autonomia limitada para os palestinos,
inicialmente na Faixa de Gaza e na cidade de Jericó e, mais
tarde, em toda a Cisjordânia. Determina ainda a retirada das
tropas israelenses dos territórios, em que o policiamento
passa a ser feito por uma força palestina.
Em 1994, Israel e OLP levam adiante as negociações
sobre a autonomia palestina na Cisjordânia. Entretanto, em
fevereiro, um colono judeu extremista, Baruch Goldstein, mata a
tiros 30 palestinos no Túmulo dos Patriarcas, em Hebron.
Em protesto, a OLP retira-se das negociações. Em outubro,
um militante-suicida do grupo extremista islâmico Hamas, que
se opõe à paz com Israel, detona uma bomba num ônibus
em Telavive, matando 22 pessoas. Porém, a assinatura de um
acordo de paz entre Israel e Jordânia, em 26 de outubro de
1994, reforça o cenário de distensão no Oriente
Médio , após décadas de conflito árabe-israelense.
No início de 1995, dois suicidas do Hamas explodem bombas
num ponto de ônibus em Netanya. Morrem 21 judeus. É
o mais sério contratempo às negociações
de paz na região. Em resposta, o governo israelense fecha
a fronteira, impedindo milhares de palestinos de ir trabalhar no
país. Em março, Israel e a OLP retomam as negociações.
Em abril, o tribunal militar da Autonomia Palestina condena, pela
primeira vez, integrantes do Hamas por "treinamento militar
ilegal". Em 21 de agosto de 1995, realiza um novo ataque suicida
contra um ônibus em Jerusalém. Cinco pessoas morrem
e o governo israelense fecha novamente as fronteiras. As negociações
sobre a Cisjordânia avançam, apesar da questão
das colônias judias em Hebron, ponto de honra para Israel,
e da libertação de 6 mil prisioneiros palestinos,
exigida pela OLP. Finalmente, em 24 de setembro, Israel e OLP firmam
o acordo de autonomia à Palestina inteira, após Israel
ter assegurado a sua presença militar, em caráter
provisório, em Hebron, para proteger os colonos judeus. Rabin
afirma que o seu objetivo é "promover uma separação
definitiva dos dois povos".
Entretanto, em 4 de novembro de 1995, logo após o encerramento
de uma grande manifestação em favor da paz, em Telavive,
o primeiro-ministro Yitzhak Rabin é assassinado por um extremista
da direita israelense, Yigal Amir, de 25 anos. Ao ser preso, Amir,
que pertence ao Eyal (Força Judaica Combatente), diz que
Rabin era um "traidor do ideal judaico" por devolver terras
ocupadas aos palestinos. O governo de Shimon Peres ordena a prisão
de radicais religiosos no país.

Dados gerais
Nome oficial: Estado de Israel (Medinat Yisrael)
Nacionalidade: israelense
Capital: Telaviv (sede da maioria das embaixadas estrangeiras),
Jerusalém (não reconhecida pela ONU)
Idioma: hebreu (oficial), árabe, línguas européias
Religião: judaísmo, islamismo, cristianismo
Área: 21.946 km²
Localização: oeste da Ásia
Limites: Líbano (N), Síria (NE), Golfo de Ácaba
(S), Mar Morto e Jordânia (L), Egito e Mar Mediterrâneo
(O)
Características: Deserto do Negev (50% do território),
região montanhosa (N), planície costeira (centro)
Clima: mediterrâneo
Hora local (em relação a Brasília): +5h
População (1995): 5,6 milhões hab.
Densidade demográfica (hab./km²): 255,17 hab.
Crescimento demográfico: 1,5%
População no ano de 2025: 7,8 milhões hab.
Natalidade (por 1.000 hab.): 21
Mortalidade infantil (por 1.000 hab.): 8
Fertilidade (nº de filhos por mulher): 2,77
Expectativa de vida (H/M): 75,4/79,2
Regime de governo: república parlamentarista
Divisão administrativa: 6 distritos, 31 municipalidades,
115 conselhos locais e 49 regionais
Chefe de Estado: presidente Ezer Weizmann (desde 1993)
Chefe de governo: primeiro-ministro Yitzhak Rabin (de fevereiro
de 1992 a novembro de 1995), Shimon Peres (desde novembro de 1995)
Principais partidos: Trabalhista, Likud, Meretz (coalizão),
Shas (religioso)
Organização do Legislativo: unicameral – Assembléia,
com 120 membros eleitos por voto direto para mandatos de 4 anos
Constituição em vigor: não há Constituição
escrita
Moeda: shekel novo
Cotação (para 1 US$): 2,99 (1995)
PIB: US$ 69.739 milhões
PNB per capita: US$ 13.920
Agricultura: 9% do PIB
Indústria: 41% do PIB
Serviços: 50% do PIB
Inflação anual: 70,4%
Circulação de jornais (por 1.000 hab.): 247
Hino de Israel
Representação diplomática: SES – Avenida
das Nações, lote 38, CEP 70424-900, Brasília,
DF, tel. (061) 244-7675, fax (061) 244-6129
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